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01 abril 2013

A sangrenta guerra das drogas no Mexico


Atenção, algumas imagens são chocantes! 

Nota: Atenção, alguns textos não estão escritos muito correctamente porque a noticia original estava escrita em Romeno e usou-se uma tradução do google adaptada.
Até recentemente, quando se falava no México, pensava-se nas civilizações maia e asteca, nas praias de Acapulco, na maravilhosa música de mariachi e em burritos. Agora, este país parece dominado pela violência diária, e sua capital não parece muito diferente de Bagdad: carros-bomba, ataques terroristas, assassinatos.. e tudo por causa da droga./

Conheça os carteis
 Cartel Sinaloa: Um dos cartéis mais poderosos do país, domina a costa oeste e o sul do México. Seus líderes, Joaquín “Chapo” Guzmán e Ismael Zambada, são tidos como responsáveis por grande parte da violência dos últimos anos.

Cartel Los Zetas: Trata-se do cartel mais violento de todos, formado no final dos anos 90 por ex-militares de elite desertores e corruptos. O grupo nasceu com o objetivo de proteger a área de influência do Cartel del Golfo em Nuevo Laredo, na fronteira dos EUA, das incursões do “Chapo” Guzmán.
Cartel del Golfo: Era um grupo muito poderoso, mas perdeu força e espaço com o crescimento do Cartel de Sinaloa. Seu líder, Osiel Cárdenas, está preso em uma penitenciária americana desde 2007.
Cartel Beltrán Leyva: Está se transformando em uma organização criminosa bastante importante depois de romper com o Cartel Sinaloa no ano passado. Atualmente se aproxima e trabalha cada vez mais com o Los Zetas.
Cartel Juárez: Trava há anos uma guerra muito violenta, a mais mortífera do país, com o Cartel Sinaloa, para dominar o corredor de tráfico mais rentável do México, que atinge a cidade de Juárez, onde grande parte da droga entra nos Estados Unidos.
Cartel La Familia: Grupo restrito, opera em uma área limitada no centro do país e tem parcerias com Los Zetas e o Beltrán Leyva.
Cartel Tijuana: Ocupa uma área pequena, mas importante, na área de fronteira entre o México e a Califórnia. Tem operado em conjunto com o Cartel Sinaloa.


A violência dos cartéis de drogas mexicanos
tradução embaixo do video   
 
Esta é Maria Elizabete Macias Castro. Ela foi decapitada por usar redes sociais para relatar as atividades de cartéis de drogas.
Sua cabeça foi exposta em uma movimentada praça pública, como exemplo para os outros.
Atos horrendos como esse se tornaram uma realidade comum ao longo da fronteira dos EUA com o México.
Em 2006, o México declarou guerra aos cartéis. Nos anos seguintes, a violência aumentou dramaticamente, deixando cerca de 60 mil pessoas mortas, incluindo 67 jornalistas, 3.500 policiais e 1000 crianças.
A violência forçou o êxodo de 1,6 milhões de pessoas, das quais muitas foram obrigadas a deixar seus pertences para trás.
Quantos americanos compram essa história como se fosse um problema do México… Mas os Estados Unidos desempenham um papel importante na escalada do conflito.
Os EUA são os maiores consumidores de narcóticos do mundo, criando um mercado de drogas mexicano de valor estimado em 18 a 39 bilhões de dólares por ano.
Os EUA desempenharam um papel crucial nos dois lados da guerra mexicana. De um lado, deram 1,4 bilhões de dólares em ajuda para os militares mexicanos.
Do outro, leis de armas permissivas dos americanos tornaram fácil para os cartéis mexicanos produzir armas que são ilegais no México.
Já passou da hora de os EUA assumirem responsabilidade por seu papel em financiar e municiar uma guerra que tem aumentado a violência, ao mesmo tempo que falha em reduzir o fluxo de narcóticos.



Mais de 60 mil pessoas morreram no México em incidentes envolvendo tráfico de drogas, no início deste ano, apesar dos esforços do presidente mexicano, Felipe Calderón, que trouxe dezenas de milhares de soldados para desmantelar os cartéis de rua e parar a violência e o tráfico de drogas.
Soldados vêm para auxiliar na cidade de Ciudad Juarez.
A maioria das vítimas foram registradas na cidade de Ciudad Juarez, localizado na fronteira com os Estados Unidos, onde mais de 2.000 pessoas foram mortas desde o início do ano, superando o recorde de 2008, quando as outras 1.607 pessoas foram mortas em confrontos entre gangues Após a traficantes rivais e ações policiais.
O número de vítimas aumentou drasticamente nos últimos meses, apesar do fato de que cerca de 7.500 soldados chegaram em Ciudad Juarez, para ajudar a polícia local e do número de incidentes durante o dia é fácil.







O cadáver de um assassino que foi morto na cidade de Sabinas Hidalgo na sequência da operação da qual participaram soldados do governo.




206 milhões de dólares encontrados na casa de um traficante de drogas. O dinheiro estava em todos os cantos, mas eles encontraram vários armários de metal e malas cheias de notas de alto valor (papel geralmente $ 100).




Uma impressionante coleção de armas foi encontrado na casa. Muitos deles tinham ornamentos de ouro sólido, ou outros metais raros.
A partir de cerca de 2000, as principais organizações do tráfico de droga no México (que são geralmente conhecidos como cartéis) lutaram entre si pelo controle das rotas do tráfico para os Estados Unidos. Essas batalhas ocorreram como resultado de mudanças nos acordos referidos colombianos, desde 1980, relacionadas com o tráfico de drogas. Naquele tempo, os colombianos introduzido através da maioria do Caribe de cocaína que produzia, depois que as ações em poder da Guarda Costeira dos EUA no Caribe nos anos 80, os colombianos passaram a maioria das operações contrabandeadas através do México. Neste momento, 90% da cocaína que entram nos Estados Unidos vem através do México.
Enquanto isso, os mexicanos começaram também a produzir a sua própria cannabis, heroína e metanfetamina. Eles estão lutando pelo controle.




Os pacotes com a cocaína (com um peso total de 1,2 toneladas), preparado para o transporte aéreo dos EUA.




As forças de segurança mexicanas capturaram 105 toneladas de maconha da fronteira mexicana com mais de 10.000 SUA.marijuana foi embalada em sacos, no valor de cerca de 335 milhões de dólares, nas ruas do México.






Guns embutidos de ouro e prata encontradas em um cartel de drogas de propriedade de Oscar Orlando Nava Valência.




Uma menina sentada perto do caixão de uma criança de três anos, Iliana Hernández. Ileana e seu pai foram baleados dentro do carro, enquanto voltavam para casa.



Dois cadáveres no acostamento em Cuernavaca. Seus rostos estavam cobertos com fita em que estava escrito as letras CPS




Duas pessoas penduradas perto de um shopping center em Cuernavaca.




Os corpos de dois membros do cartel mortas em um ataque dos militares. Naquele dia, foram presos 25 membros do cartel, e muitos foram mortos.
A principal causa da violência nestes dias, além do fato de que as organizações do tráfico, os cartéis lutam entre si pela supremacia, é que em dezembro de 2006, o presidente Felipe Calderón lançou um ataque contra todos, com o exército contra os cartéis. Pela primeira vez na história um presidente mexicano usa realmente uma guerra contra os chamados “Narcissus” (como traficantes de drogas mexicanos são conhecidos), ao invés de fechar os olhos ou, pior ainda, a beneficiar de acordos com criminosos .




Um policial usa um detector de metais para balas encontradas perto dos corpos de duas mulheres que foram algemados e executados por membros de um cartel de drogas.




Uma mulher mostra as unhas decoradas com folhas de maconha ea imagem de Jesus Malverde narco-chefe.




Os membros de uma brigada abriram uma caixa com o corpo sem vida de uma mulher. Acreditava-se que a caixa era uma bomba.
s traficantes de drogas que compraram influência nos níveis mais altos das forças policiais, do exército, os governos locais. Eles são protegidos políticos, e também têm armas que excedem a capacidade de sequer considerada pelos militares – lançadores de mísseis, etc.
Além disso, o exército mexicano não está familiarizado com a guerra – que não lutou em uma guerra em solo estrangeiro, por exemplo. Soldados mexicanos estão acostumadas a ver com as operações de resgate após urganelor que o confronto armado com estas “Narciso” muito bem armados. Lembre-se que os traficantes são multi-milionários, para que gastar dinheiro suficiente na luta contra o exército ea polícia.




Duas mulheres, abraçando, enquanto a polícia inspeccionar a cena do crime. Local MP, Claudia Lorena e seu parceiro foi morto a tiros por alguns indivíduos que se deslocaram de carro.


















Marisol Valles, que tem 20 anos, tornou-se chefe da Cidade do México, o chefe de polícia Praxedis Guerrero, perto de Ciudad Juarez, na fronteira com o Texas. Ela era a única pessoa que concorda em levar este trabalho era perigoso.
Prefeito Praxedis Guerrero e vários policiais foram mortos no verão, e desde então ninguém queria vir para a frente da polícia. Marisol Valles não retornou. Além disso, 30.000 pessoas foram assassinadas em Ciudad Juarez nos últimos quatro anos.






Trabalhadores Morgue para enterrar os corpos desconhecidos mortos de 21 pessoas mortas por membros das cartais de drogas
oque acontece com quem denuncia
tradução embaixo do video  


fonte:ainanas . site ig
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18 setembro 2012

Tiririca é eleito um dos melhores deputados do ano

 PARECE MENTIRA, MAIS NÃO É!!
Com 1,3 milhão de eleitores que, em 2011, colocou o humorista Tiririca (PR) no Congresso Nacional como o segundo deputado mais votado em toda história do Brasil já tem algumas realizações do político para comemorar. Ele foi eleito um dos melhores parlamentares do ano pelo Congresso em Foco - sua colocação no ranking dependerá de votação online no site do prêmio.

Ao entrar no Congresso, e durante as eleições, Tiririca sofreu com o preconceito de acusações como as de que ele seria analfabeto ou apolítico. Hoje o deputado mostra os números que comprovam que ele está melhor do que muito político com curso superior.


Tiririca é um dos nove deputados (para lembrar: são 513 no total) que participou de 100% das 171 sessões de votação na Câmara. Mesmo em ocasiões nas quais sua presença não era obrigatória, como em comissões, o deputado também se fez presente e compareceu a quase 90% das reuniões da Comissão de Educação e Cultura.


O candidato nunca chegou a discursar no plenário, mas já apresentou sete projetos de lei. Um deles dá direito aos profissionais circenses, que não têm endereço fixo, a usar serviços como o Sistema Único de Saúde ou matricular crianças na rede pública de ensino, por exemplo. No mês passado, essa proposta passou por mais uma fase no Congresso para poder virar lei.


fonte editora abril 

26 fevereiro 2012

Google quer mudar como vemos o mundo, outra vez!

Google quer criar óculos com ligação à Internet e câmara de aumento

"A Google está a desenvolver uns óculos que podem revolucionar a tua vida. Imagina por exemplo veres os caminhos do Google Maps a aparecerem marcados no chão, ou o nome das pessoas aparecer escrito por cima da sua cabeça, ou falares com um estrangeiro e veres legendas. As possibilidades são infinitas."


Aumentar o que os olhos vêm, cruzar dados de várias tecnologias virtuais, os óculos que mudam e acrescentam a realidade visual estão a ser desenvolvidos no ‘Google X Labs’, laboratórios que se dedicam a antecipar tendências.
 
 
Segundo o jornal New York Times, este par de óculos dignos de um filme de espiões intergalácticos, poderão ser lançados até ao fim do ano, por um preço que oscilará entre os entre os 250 e os 600 dólares, estimativa ligada às capacidades inseridas no gadjet.
O gigante da tecnologia quer criar uma nova forma de percecionar o mundo, mas também um processo diferente de interagir.
O novo brinquedo tecnológico da Google deverá permitir incorporar uma câmara para visualizar o que está diante dos olhos e que eufemisticamente se poderá chamar a ‘realidade’, mais um micro ecrã onde essa realidade surgirá alargada e mais próxima, graças aos detetores de movimento e GPS e também ligações à internet 3G ou até mesmo 4G garantindo a interação com bases de dados virtuais que irão informar sobre a tal realidade que está defronte dos nossos olhos.
Confuso? Vejamos exemplos práticos. Os óculos Google permitem associar legendas na língua que o utilizador compreenda a um filme com diálogos noutra língua.
Ou então, estar à porta do restaurante (cujo endereço foi fornecido pelo sistema GPS) e ter acesso à ementa, mesmo antes de entrar que o écran incorporado nos óculos nos apresenta, como se de um mestre de sala se tratasse.
Há ainda a possibilidade de ligar os óculos Google aos ‘smartphones’ produto em que o gigante da tecnologia começou a apostar recentemente.
Aparentemente, só fica uma coisa de fora. Se precisar de lentes corretoras para conseguir ver a realidade ao vivo e cores, terá de continuar a ir ao oculista.

14 fevereiro 2012

Frases sobre dinheiro.

O que vale a pena fazer, vale a pena fazer por dinheiro", Gordon Gekko, personagem de Michael Douglas no filme "Wall Street: o dinheiro nunca dorme".

"Fazer dinheiro é arte, e trabalhar é arte, e um bom negócio é a melhor arte", Andy Warhol, ícone da Pop Art americana

 "O errado não é a criação de riqueza, mas o amor ao dinheiro por si só", Margareth Thatcher, ex-primeira-ministra britânica, conhecida como a "dama de ferro".

 "Dinheiro não cria sucesso, a liberdade para fazer dinheiro sim", Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, eleito nas primeiras eleições multirraciais do país.

 "Não estimes o dinheiro nem mais, nem menos do que ele vale: é um bom servidor e um péssimo amo", Alexandre Dumas Filho, romancista francês do século XIX.

 "Dinheiro nunca foi uma grande motivação para mim, e sim uma espécie de placar. O que realmente estimula é jogar", Donald Trump, magnata americano.

 "É melhor ter uma renda permanente do que ser fascinante", do conto "O milionário modelo", do escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wilde.

 "Eu ainda acredito que uma pessoa muito rica deve deixar para seus filhos o suficiente para eles fazerem qualquer coisa, mas não o suficiente para não fazerem nada", Warren Buffet, investidor e filantropo americano

 "Nunca gaste seu dinheiro antes de recebê-lo", Thomas Jefferson, presidente dos EUA entre 1801 e 1809.

 "Conforme envelhece, a maior parte dos homens ama mais o dinheiro e a segurança e menos a criação e a construção", John Maynard Keynes, economista cujas ideias influenciaram políticas econômicas entre as décadas de 1940 e 1970.

 "Inflação é taxação sem legislação", Milton Friedman, economista liberal americano, vencedor do Nobel de Economia.

 "Existem pessoas que têm dinheiro e pessoas que são ricas", Coco Chanel, estilista francesa e empreendedora da moda.

 "E quando o amor ao dinheiro, ao sucesso, nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu", do romance "Olhai os Lírios do Campo", do gaúcho Érico Verissimo.

14 janeiro 2012

As 20 campeãs de reclamação no Procon em 2011

A exemplo de anos anteriores, bancos e operadoras de telecomunicações foram os campeões nacionais de reclamações de consumidores nos Procons em 2011, segundo boletim divulgado hoje pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça.
Do total de 1,6 milhão de atendimentos realizados pelos Procons no ano passado, 81.946 ocorrências diziam respeito ao grupo Itaú, seguido por Oi (80.894), Claro-Embratel (70.150), Bradesco (45.852) e Tim (27.102). Veja a lista das top 20 na tabela abaixo.
As 20 empresas que receberam o maior número de
reclamações no Procon em 2011
Empresa Número de reclamações
Itaú 81.946
Oi 80.894
Claro-Embratel 70.150
Bradesco 45.852
TIM - Intelig 27.102
Vivo 26.025
Santander 21.785
B2W (Submarino, Lojas Americanas e Shoptime) 21.554
Banco do Brasil 19.098
Ponto Frio 17.293
LG 17.048
Ricardo Eletro 16.380
Net 12.559
BV Financeira 12.390
Banco BMG 12.232
Caixa 12.114
Samsung 11.899
Citibank 11.134
HSBC 9.123
Sky 8.779
Fonte: Procon

15 outubro 2011

Feliz dia do Professor

FELIZ DIA DO PROFESSOR!


Não sei o que combina mais contigo,
Uma poesia, um livro, uma pintura,
Sinceramente fico pensando
No que deve dar alegria
A alguém que é objeto da alegria de tantos.

Na verdade, o professor de verdade,
É aquele que prefere dividir o que possui,
Do que ter somente para si.

O verdadeiro mestre, sente-se feliz
Quando percebe que o caminho que
Ele abriu tem sido trilhado por muitos.
O mestre tem a sua realização no aprendizado
Do pupilo, da passagem da experiência.

É por isso que meras palavras
Não podem recompensar
A alguém que optou por esta carreira
Que muitas vezes é dolorosa e cheia de espinhos.

Chamo-te somente mestre, abnegado coração
Que se sensibiliza com os olhos sedentos
Por uma vida menos escura, mas cheia de luz.
E essa luz, está em suas mãos,
Em seu coração, em seu olhar.

Que bom que existe um dia
Reservado só para você!
Obrigado por sua obstinação incontida,
Pois graças a ela, você nunca desiste.
Você é muito importante,
Espero que você seja sempre assim. 

Obrigado professor!
Por ter em mente que um dia serei gente.
Obrigado professorpelas broncas que me deu pois sem elas não poderia chegar até aqui.
Obrigado professor por até hoje me aturar apesar das minhas travessuras jamais deixou de me ensinar.
Obrigado professor por entrar em meu caminhosempre me tratou com amor e muito carinho.
Obrigado professor por sempre me ensinar por isso e outras coisas sempre irei te amar.
Obrigado professor por me oferecer alegria, agora curta seu merecido dia. Jhonatas Santos
Feliz dia dos Professores!
CARTA DE GRATIDÃO AO PROFESSOR!
Penso que esta é a oportunidade ideal para agradecer por tudo aquilo que o você faz por mim, por tudo o que me ensina em aula e, também, por tudo de bom que a sua postura séria, honesta e ética sugere a mim e a todos os meus colegas de classe.
Acredito que a sua vida seja bastante complicada, com tantas coisas a ensinar, com tantas provas a corrigir, com toda a preocupação em saber se os seus ensinamentos foram assimilados... creio que sejam poucas as profissões que exijam tanto de alguém como o magistério, pois a sua tarefa não termina quando o sinal sonoro indica o fim da aula, e isso torna a sua função um verdadeiro sacerdócio, não é?
Sei que às vezes não sabemos reconhecer o seu esforço e a sua dedicação e, assim, peço-lhe desculpas em meu nome e em nome de meus colegas também. Não é por mal, acredite! Mas, este dia me parece uma boa oportunidade para que todos nós façamos uma promessa para nos comportarmos melhor durante as aulas, para sermos mais atentos, e para retribuirmos a sua dedicação com a nossa dedicação.
A gente ouve dizer que a vida do professor é muito sacrificada: muito trabalho, muito estresse, pouco respeito e pouco dinheiro... No entanto, quero que esta cartinha toque o seu coração e a sua mente como uma luzinha no fim do túnel, como uma renovação desta sua esperança latente de que, um dia, finalmente, o mundo saberá reconhecer o valor das suas palavras, da sua abnegada dedicação, do seu árduo, nobre e sagrado trabalho. Eu já estou fazendo isso, acredite!

Com admiração e gratidão,

09 outubro 2011

Mina Propaganda Enganosa.

Propaganda Enganosa 
ela anda bem, ela rebola bem
Se você quer chegar, vai o que
Que tem ? Você chegou, parou,
Olhou. Pensou que ia dar romance, Mas virou um filme de terror.


Ela sabe estigar, ela sabe rebolar, só que os pêlo do
Suvaco ela não sabe raspar
Ela se acha artista, de capa de revista, mas as banhas
Tão saltando mais que paraquedista
Ela se acha mais bela, pensa que é cinderela, mais
Quando dá um sorriso a gente vê que é banguela
Ela diz eu arregaço, por onde eu passo, mas com tanta
Maquiagem mais parece um palhaço
Ela se acha a tal, a intelectual, mas tá fazendo
Supletivo e repetiu numô grau
O pior é que essa sonsa, diz que é de responsa, quero
Vê quem é que aguenta o seu bafo de onça
Só que ela corre atrás, e o seu book ela faz, acho que
Ela tá querendo ser modelo da ultragás
Ela parece uma atriz, cê até fica feliz, até a hora
Que ela faz bolinha com a catota do nariz
Diz, pra todo mundo que foi convidada pra posar numa
Revista mas não foi porque era pelada,
é nada, só desculpinha e tal, foi a vaga mais votada
Pra capa da globo rural

Ela pensa que é ferrari, mais tá mais pra van, o
Silicone dela é por papel higiênico no sutiã
Tenho medo que alguma desgraça aconteça, já quebrou
Várias chapinhas com aquele bombriu na cabeça
O problema é que ela é feia e mesmo assim metida, o
Problema é que é peluda, sebosa e fedida
Pensa que é gata, mas é uma jaguatiriga, pensa que é
Britney spears mas parece o tiririca
E os cara se apaixona quando olham pra bunda, é tipo
Amor a primeira vista e vira ódio na segunda
Já foi no raul gil, no pop star vai vendo a fita
Reprovada em todos teste, desde que quis ser paquita
Essa menina é propagandoa enganosa, cê pensa até que
Ajeitosa, mas quando vê cê diz
Nossa, não acredito, desculpa não é com você não, não
Sou são jorge e nem tenho espada pra domar dragão

Se empolgou que eu disse vai, mas agora a casa caí,
Pra escapar tem que atacar cum karatê ou cum muaithay
AÍ, num deu certo carai, e grita logo saí, chama sua
Mãe seu pai, vai vai
Não chama a policia, porque ce tá com o canhão do lado,
Vai ser algemado, vão dizer que tá armado
Cuidado, porque esses tipo tem por todo lado, ela se
Acha se acha, mas eu num vou ser enganado


05 outubro 2011

Morre Steve Jobs, fundador da Apple

A luta de Jobs contra o câncer desde 2004 o deixou fisicamente debilitado nos anos de maior sucesso comercial da Apple, que escapou da falência no final da década de 90 para se transformar na maior empresa de tecnologia do planeta. Desde então, passou por um transplante de fígado e viu seu obituário publicado acidentalmente em veículos importantes como a Bloomberg.
Foi obrigado a lidar com a morte, que temia, como a maioria dos americanos de sua geração, desde os dias de outubro de 1962 que marcaram o ápice da crise dos mísseis cubanos. "Fiquei sem dormir por três ou quatro noites porque temia que se eu fosse dormir não iria acordar", contou, em 1995, ao museu de história oral do Instituto Smithsonian.
"Ninguém quer morrer", disse, posteriormente, em discurso a formandos da universidade de Stanford em junho de 2005, um feito curioso para um homem que jamais obteve um diploma universitário. "Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. E, por outro lado, a morte é um destino do qual todos nós compartilhamos. Ninguém escapa. É a forma como deve ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente da vida. Limpa o velho para dar espaço ao novo."

Home da Apple (Foto: Reprodução)Na página da Apple, foto em homenagem ao
fundador (Foto: Reprodução)
Homem-zeitgeist
A melhor invenção da vida, nas palavras do zen-budista Jobs, deixa a indústria da tecnologia órfã de seu "homem-zeitgeist", ou seja, o empresário que talvez melhor tenha capturado a essência de seu tempo. Jobs apostou na música digital armazenada em memória flash quando o mercado ainda debatia se não seria mais interessante proteger os CDs para fugir da pirataria.

Ele acreditou que era preciso gastar poder computacional para criar ambientes gráficos de fácil utilização enquanto as gigantes do setor ainda ensinavam usuários a editar o arquivo "AUTOEXEC.BAT" para configurar suas máquinas. Ele viu a oportunidade de criar smartphones para pessoas comuns ao mesmo tempo em que o foco das principais fabricantes era repetir o sucesso corporativo do BlackBerry.
Sob o comando de Jobs, a Apple dizia depender muito pouco de pesquisas de mercado. “Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido", afirmou, em entrevista à revista "Fortune" em 2008. Em 2010, quando perguntado sobre quanto a Apple havia gasto com pesquisa com consumidores havia sido feito para a criação do iPad, Jobs respondeu que "não faz parte do trabalho do consumidor descobrir o que ele quer. Não gastamos um dólar com isso."

Nem sempre esta habilidade garantiu o sucesso da Apple, como na primeira versão da Apple TV, computador adaptado para trabalhar com central multimídia que não conseguiu um volume de vendas relevantes. Mas Jobs conseguia minimizar os fracassos: no caso da Apple TV, ele dizia que se tratava de um "hobby", um projeto pessoal que não fazia tanta diferença nos planos da empresa.
Perfeccionista e workaholic, Jobs gostava de controlar todos os pontos da produção da Apple, resistindo, inclusive, à decisão de terceirizar gradativamente a fabricação dos produtos da companhia para fabricantes chineses - plano proposto e executado pelo agora novo comandante da companhia, Tim Cook, e que se mostrou acertado.
Conhecido como um “microgerente”, nenhum produto da Apple chegava aos consumidores se não passasse pelo padrões Jobs de qualidade e de excentricidade. Isso incluía, segundo relatos, o número de parafusos existentes na parte inferior de um notebook e a curvatura das quinas de um monitor. No dia do anúncio de que Jobs estava deixando o comando da Apple, Vic Gundotra, criador do Google Plus, contou que recebeu uma ligação do presidente da Apple no domingo para pedir que fosse corrigida a cor de uma das letras do ícone do atalho do Google no iPhone.

Steve Jobs anunciou que deixará cargo de presidente da Apple (Foto: Reuters)Steve Jobs durante apresentação de produto
da Apple nos EUA (Foto: Reuters)
Na busca por produtos que fossem de encontro com seu padrão de qualidade pessoal, Jobs era criticado em duas frentes. Concorrentes e boa parte dos consumidores que tentavam fugir da chamado "campo de distorção da realidade" criado pela Apple reclamavam das diversas decisões que faziam dos produtos da companhia um "jardim fechado", incompatíveis com o resto do mundo e restritos a normas que iam além de restrições tecnológicas. Tecnicamente sempre foi possível instalar qualquer programa no iPhone, mas a Apple exige que o consumidor só tenha acesso aos programas aprovados pela companhia.
Internamente, entre alguns de seus funcionários, deixou a imagem de "tirano". Alan Deutschman, autor do livro “The second coming of Steve Jobs", afirma que, ao lado do "Steve bom", o mago das apresentações tão aguardadas pelo didatismo e capacidade de aglutinar o interesse do consumidor, também existia o “Steve mau”, um sujeito que gostava de gritar, humilhar e diminuir qualquer pessoa que lhe causasse algum tipo de desprazer.
Ao jornal “The Guardian”, um ex-funcionário que trabalhou na Apple por 17 anos comparou a convivência com Steve com à sensação de estar constantemente na frente de um lança-chamas. À revista “Wired”, o engenheiro Edward Eigerman afirmou: “mais do que qualquer outro lugar onde já trabalhei, há uma grande preocupação sobre demissão entre os funcionários da Apple”. A mesma publicação contou que o diretor-executivo não via problemas em estacionar sua Mercedes na área da empresa reservada aos deficientes físicos -- às vezes, ele ocupava até dois desses espaços.
Jobs também sempre precisou de um "nêmesis", um inimigo que ele satanizava e ridicularizava em público como contraponto de suas ações na Apple. O primeiro alvo foi a IBM, com quem disputou o mercado de computadores pessoais principalmente no início dos anos 80. Depois, a Microsoft, criadora do MS-DOS e do Windows. Mais recentemente, Jobs vinha mirando o Google, gigante das buscas na internet cujo presidente chegou a fazer parte do conselho de administração da Apple, e que investiu no mercado de sistemas para smartphones com o Android. Jobs ordenou que a Apple lutasse, mesmo que judicialmente, contra o programa que ele considerava um plágio do iOS, coração do iPhone e do iPad.

Steve Jobs (Foto: Kimberly White/Reuters)Steve Jobs (à direita), ao lado do antigo sócio
Steve Wozniak (Foto: Kimberly White/Reuters)
Do LSD ao Mac
O sucesso empresarial de Jobs é ainda um dos principais resquícios da transformação da contracultura dos anos 60 e 70 em mainstream nas décadas seguintes. A companhia que hoje briga para ser a maior do mundo foi fundada após Jobs ir à Índia em 1973 em busca do guru Neem Karoli Baba. O Maharaji morreu antes da chegada de Jobs, mas o americano dizia que havia encontrado a iluminação no LSD.

"Minhas experiências com LSD foram uma das duas ou três coisas mais importantes que fiz em minha vida", disse, em entrevista ao "New York Times". Depois, afirmou que seu rival, Bill Gates, seria "uma pessoa (com visão) mais ampla se tomasse ácido uma vez". O LSD foi a mesma droga que fascinara o inventor do mouse e precursor do ambiente gráfico, Douglas Englebart, cerca de dez anos antes de Jobs.
Coincidentemente foram o mouse e o ambiente gráfico os inventos que chamaram a atenção de Jobs na fatídica visita ao laboratório da Xerox em Palo Alto, em 1979. É uma das histórias mais contadas e recontadas do Vale do Silício, e as versões variam entre acusações de espionagem industrial à simples troca pela Apple de patentes que a Xerox não teria interesse em desenvolver por ações da companhia, que abriria seu capital no ano seguinte.
Fato é que a equipe de Jobs voltou da visita encantada com a metáfora do "desktop" utilizada pelo Xerox Alto. A integração entre ícones representando cada uma das funções do computador, acessadas por meio de uma seta comandada por um mouse, foi a base do Apple Lisa e, posteriormente, do Macintosh.

Steve Jobs (Foto: Robert Galbraith/Reuters)Steve Jobs, em uma das últimas aparições à frente
da Apple (Foto: Robert Galbraith/Reuters)
Com o "Mac", enfim, Jobs conseguiu colocar em prática a visão de que havia desenvolvido em parceria com o amigo e sócio Steve Wozniak, responsável pela criação das soluções técnicas que fizeram dos primeiros computadores da Apple máquinas que mudaram o cenário da computação "de garagem" que vinha se desenvolvendo nos Estados Unidos nos anos 70. Agora, 8 anos após a fundação da empresa, Jobs e "Woz" apresentavam um computador que não era feito para "o restante de nós".
"Algumas pessoas acreditam que precisamos colocar um IBM PC sobre cada escrivaninha para melhorarmos a produtividade. Não vai funcionar. As palavras mágicas especiais que você precisa aprender são coisas como 'barra Q-Z'. O manual para o WordStar, processador de texto mais popular, tem 400 páginas. Para escrever um livro, você precisa ler um livro - e um que parece um mistério complexo para a maioria das pessoas", afirmou Jobs em entrevista publicada pela Playboy americana de fevereiro de 1985.
Na frase, Jobs demostra que queria enfrentar a IBM, gigante nascida no início do século e que, depois de dominar o mercado de servidores corporativos, queria tomar também o setor de computadores pessoais. Para ele, as máquinas da IBM eram feitas "por engenheiros e para engenheiros", e havia a necessidade de criar algo para o "restante", ou, como diria a famosa campanha "Pense diferente" da Apple de 1997, um computador para "os loucos, os desajustados, os rebeldes (..), as peças redondas encaixadas em buracos quadrados".
Saída da própria empresaMas o sucesso do Mac - que viria posteriormente a impulsionar a adoção de ambientes gráficos até mesmo entre os computadores da IBM (com o Windows, criado pela Microsoft) - não evitou que Jobs acabasse demitido de sua própria companhia. As disputas internas entre equipes que queriam investir no mercado corporativo e as que apostavam apenas no consumidor fizeram com que John Sculley, vindo da Pepsi à convite do próprio Jobs, convencesse o conselho de administração de que era hora da empresa se livrar de seu fundador.
Durante a década em que esteve fora, Jobs fez dois investimentos que acabaram, de maneiras diferentes, alavancando o mito em torno de seu "toque de midas". No primeiro, pagou US$ 10 milhões pela problemática divisão de computação gráfica da LucasFilm, empresa de George Lucas responsável por franquias do cinema como Star Wars e Indiana Jones. A nova empresa foi batizada de Pixar, e após emplacar sucessos como “Toy story”, “Vida de inseto”, “Monstros S.A.” e “Procurando Nemo”, acabou sendo adquirida pela Disney por US$ 7,4 bilhões em 2006. No processo, Jobs se transformou no maior acionista individual da companhia de Mickey Mouse.
O outro investimento foi a semente não apenas do retorno de Jobs à Apple, mas teve relação direta com o surgimento da World Wide Web, invenção que impulsionou o crescimento da internet no mundo. Com a NeXT, Jobs desenvolveu computadores poderosos indicados para o uso educacional e desenvolvimento de programas. Um terminal NeXT foi usado por Tim Berners-Lee como o primeiro servidor de web do mundo, em 1991. Em dezembro de 2006, a Apple adquiriu a NeXT, manobra que serviu para incorporar tecnologias ao grupo e trazer Jobs de volta para o comando da companhia.

Steve Jobs (Foto: Kimberly White/Reuters)Steve Jobs com seu sucessor no comando da
Apple, Tim Cook (Foto: Kimberly White/Reuters)
O retorno de Jobs marca o início de uma era de crescimento para a Apple incomum na história do capitalismo americano. A sequência de sucessos - alguns atrelados a mudanças no paradigma de mercados importantes - inclui o MacBook, o tocador digital iPod, a loja virtual iTunes, o iPhone e o iPad. A maioria destes produtos veio de ideias impostas pelo próprio Jobs. À revista “Fortune”, em 2008, Jobs falou sobre sua tão aclamada criatividade - "sempre aliada ao trabalho duro", como ele mesmo enfatizou. "Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido."
Nesta segunda passagem, Jobs reforçou ainda o legado de um empresário ímpar, que impunha uma visão holística na criação, desenvolvimento e venda de seus produtos, Do primeiro parafuso ao plástico que embalaria a caixa de cada aparelho, passando por custo, publicidade, estratégia de vendas.
Sigilo na vida pessoal
A mesma discrição que Jobs impunha na vida profissional - os lançamentos da Apple sempre foram tratados como segredo, aumentando a gerar um movimento de especulação que acabava servindo como publicidade gratuita - foi adotada em sua vida pessoal. Por isso, a luta do executivo contra o câncer no pâncreas foi tratada com muito sigilo, dando margem a uma infinidade de boatos.

Em 2004, Jobs fez tratamento após descobrir um tipo raro da doença. Durante o ano de 2008, Jobs foi aparecendo cada vez mais magro e os boatos aumentaram, até que ele anunciou em janeiro de 2009 seu afastamento da diretoria da empresa para cuidar da saúde. No início de 2011, novo afastamento, até que, em agosto, Jobs deixou de vez o comando da Apple. "Eu sempre afirmei que se chegasse o dia em que eu não fosse mais capaz de cumprir minhas obrigações e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a informá-los disso. Infelizmente, este dia chegou", afirmou, em comunicado.

Steve Jobs apresenta o iPhone 4, em junho de 2010 (Foto: Robert Galbraith/Reuters)Steve Jobs apresenta o iPhone 4, em junho de
2010 (Foto: Robert Galbraith/Reuters)
A vida reservada fez, por exemplo, que Jobs não tivesse contato direto com sua família biológica. Nascido em 24 de fevereiro de 1995 em San Francisco, filho dos então estudantes universitários Abdulfattah John Jandali, imigrante sírio e seguidor do islamismo, e Joanne Simpson, foi entregue à adoção quando sua mãe viajou de Wisconsin até a Califórnia para dar à luz.
Segundo o pai biológico, os sogros não aprovavam que sua filha se casasse com um imigrante muçulmano. Lá, ele foi adotado por Justin e Clara Jobs, que moravam em Mountain View. Seus pais biológicos depois se casaram e tiveram uma filha, a escritora Mona Simpson, que só descobriu a existência do irmão depois de adulta.
Do pai adotivo, herdou a paixão de montar e desmontar objetos. Assim como Paul, Steve não chegou a ser um especialista em eletrônicos, mas ao aprender os conceitos básicos conseguiu se aproximar das pessoas certas no lugar certo. Vivendo no Vale do Silício, conheceu Steve Wozniak, gênio criador do primeiro computador da Apple. Trabalhou na Atari até decidir criar, com Woz, sua própria empresa.
Em mais uma conexão com a contracultura, Jobs teria tido um relacionamento de curta duração com a cantora folk Joan Baez, ex-namorada do ícone da música Bob Dylan, talvez o maior ídolo do empresário.
Casado com Laurene Powell desde 1991, Jobs deixa quatro filhos: Reed Paul, Erin Sienna, e Eve, nascidos de seu relacionamento com Laurene, e Lisa Brennan-Jobs, de um relacionamento anterior com a pintora Chrisann Brennan.
Morreu nesta quarta-feira (5) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPad, o iPhone e o iPad.
Idolatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem no Vale do Silício, na Califórnia, e ajudou a transformar na maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia. Acreditava que computadores e gadgets deveriam ser fáceis o suficiente para ser operados por qualquer pessoa, como gostava de repetir em um de seus bordões prediletos era "simplesmente funciona" (em inglês, "it just works"), impacto que foi além de sua companhia e ajudou a puxar a evolução de produtos como o Windows, da Microsoft.

A luta de Jobs contra o câncer desde 2004 o deixou fisicamente debilitado nos anos de maior sucesso comercial da Apple, que escapou da falência no final da década de 90 para se transformar na maior empresa de tecnologia do planeta. Desde então, passou por um transplante de fígado e viu seu obituário publicado acidentalmente em veículos importantes como a Bloomberg.
Foi obrigado a lidar com a morte, que temia, como a maioria dos americanos de sua geração, desde os dias de outubro de 1962 que marcaram o ápice da crise dos mísseis cubanos. "Fiquei sem dormir por três ou quatro noites porque temia que se eu fosse dormir não iria acordar", contou, em 1995, ao museu de história oral do Instituto Smithsonian.
"Ninguém quer morrer", disse, posteriormente, em discurso a formandos da universidade de Stanford em junho de 2005, um feito curioso para um homem que jamais obteve um diploma universitário. "Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. E, por outro lado, a morte é um destino do qual todos nós compartilhamos. Ninguém escapa. É a forma como deve ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente da vida. Limpa o velho para dar espaço ao novo."

Home da Apple (Foto: Reprodução)Na página da Apple, foto em homenagem ao
fundador (Foto: Reprodução)
Homem-zeitgeist
A melhor invenção da vida, nas palavras do zen-budista Jobs, deixa a indústria da tecnologia órfã de seu "homem-zeitgeist", ou seja, o empresário que talvez melhor tenha capturado a essência de seu tempo. Jobs apostou na música digital armazenada em memória flash quando o mercado ainda debatia se não seria mais interessante proteger os CDs para fugir da pirataria.

Ele acreditou que era preciso gastar poder computacional para criar ambientes gráficos de fácil utilização enquanto as gigantes do setor ainda ensinavam usuários a editar o arquivo "AUTOEXEC.BAT" para configurar suas máquinas. Ele viu a oportunidade de criar smartphones para pessoas comuns ao mesmo tempo em que o foco das principais fabricantes era repetir o sucesso corporativo do BlackBerry.

Sob o comando de Jobs, a Apple dizia depender muito pouco de pesquisas de mercado. “Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido", afirmou, em entrevista à revista "Fortune" em 2008. Em 2010, quando perguntado sobre quanto a Apple havia gasto com pesquisa com consumidores havia sido feito para a criação do iPad, Jobs respondeu que "não faz parte do trabalho do consumidor descobrir o que ele quer. Não gastamos um dólar com isso."

Nem sempre esta habilidade garantiu o sucesso da Apple, como na primeira versão da Apple TV, computador adaptado para trabalhar com central multimídia que não conseguiu um volume de vendas relevantes. Mas Jobs conseguia minimizar os fracassos: no caso da Apple TV, ele dizia que se tratava de um "hobby", um projeto pessoal que não fazia tanta diferença nos planos da empresa.
Perfeccionista e workaholic, Jobs gostava de controlar todos os pontos da produção da Apple, resistindo, inclusive, à decisão de terceirizar gradativamente a fabricação dos produtos da companhia para fabricantes chineses - plano proposto e executado pelo agora novo comandante da companhia, Tim Cook, e que se mostrou acertado.
Conhecido como um “microgerente”, nenhum produto da Apple chegava aos consumidores se não passasse pelo padrões Jobs de qualidade e de excentricidade. Isso incluía, segundo relatos, o número de parafusos existentes na parte inferior de um notebook e a curvatura das quinas de um monitor. No dia do anúncio de que Jobs estava deixando o comando da Apple, Vic Gundotra, criador do Google Plus, contou que recebeu uma ligação do presidente da Apple no domingo para pedir que fosse corrigida a cor de uma das letras do ícone do atalho do Google no iPhone.

Steve Jobs anunciou que deixará cargo de presidente da Apple (Foto: Reuters)Steve Jobs durante apresentação de produto
da Apple nos EUA (Foto: Reuters)
Na busca por produtos que fossem de encontro com seu padrão de qualidade pessoal, Jobs era criticado em duas frentes. Concorrentes e boa parte dos consumidores que tentavam fugir da chamado "campo de distorção da realidade" criado pela Apple reclamavam das diversas decisões que faziam dos produtos da companhia um "jardim fechado", incompatíveis com o resto do mundo e restritos a normas que iam além de restrições tecnológicas. Tecnicamente sempre foi possível instalar qualquer programa no iPhone, mas a Apple exige que o consumidor só tenha acesso aos programas aprovados pela companhia.
Internamente, entre alguns de seus funcionários, deixou a imagem de "tirano". Alan Deutschman, autor do livro “The second coming of Steve Jobs", afirma que, ao lado do "Steve bom", o mago das apresentações tão aguardadas pelo didatismo e capacidade de aglutinar o interesse do consumidor, também existia o “Steve mau”, um sujeito que gostava de gritar, humilhar e diminuir qualquer pessoa que lhe causasse algum tipo de desprazer.
Ao jornal “The Guardian”, um ex-funcionário que trabalhou na Apple por 17 anos comparou a convivência com Steve com à sensação de estar constantemente na frente de um lança-chamas. À revista “Wired”, o engenheiro Edward Eigerman afirmou: “mais do que qualquer outro lugar onde já trabalhei, há uma grande preocupação sobre demissão entre os funcionários da Apple”. A mesma publicação contou que o diretor-executivo não via problemas em estacionar sua Mercedes na área da empresa reservada aos deficientes físicos -- às vezes, ele ocupava até dois desses espaços.
Jobs também sempre precisou de um "nêmesis", um inimigo que ele satanizava e ridicularizava em público como contraponto de suas ações na Apple. O primeiro alvo foi a IBM, com quem disputou o mercado de computadores pessoais principalmente no início dos anos 80. Depois, a Microsoft, criadora do MS-DOS e do Windows. Mais recentemente, Jobs vinha mirando o Google, gigante das buscas na internet cujo presidente chegou a fazer parte do conselho de administração da Apple, e que investiu no mercado de sistemas para smartphones com o Android. Jobs ordenou que a Apple lutasse, mesmo que judicialmente, contra o programa que ele considerava um plágio do iOS, coração do iPhone e do iPad.

Steve Jobs (Foto: Kimberly White/Reuters)Steve Jobs (à direita), ao lado do antigo sócio
Steve Wozniak (Foto: Kimberly White/Reuters)
Do LSD ao Mac
O sucesso empresarial de Jobs é ainda um dos principais resquícios da transformação da contracultura dos anos 60 e 70 em mainstream nas décadas seguintes. A companhia que hoje briga para ser a maior do mundo foi fundada após Jobs ir à Índia em 1973 em busca do guru Neem Karoli Baba. O Maharaji morreu antes da chegada de Jobs, mas o americano dizia que havia encontrado a iluminação no LSD.

"Minhas experiências com LSD foram uma das duas ou três coisas mais importantes que fiz em minha vida", disse, em entrevista ao "New York Times". Depois, afirmou que seu rival, Bill Gates, seria "uma pessoa (com visão) mais ampla se tomasse ácido uma vez". O LSD foi a mesma droga que fascinara o inventor do mouse e precursor do ambiente gráfico, Douglas Englebart, cerca de dez anos antes de Jobs.
Coincidentemente foram o mouse e o ambiente gráfico os inventos que chamaram a atenção de Jobs na fatídica visita ao laboratório da Xerox em Palo Alto, em 1979. É uma das histórias mais contadas e recontadas do Vale do Silício, e as versões variam entre acusações de espionagem industrial à simples troca pela Apple de patentes que a Xerox não teria interesse em desenvolver por ações da companhia, que abriria seu capital no ano seguinte.
Fato é que a equipe de Jobs voltou da visita encantada com a metáfora do "desktop" utilizada pelo Xerox Alto. A integração entre ícones representando cada uma das funções do computador, acessadas por meio de uma seta comandada por um mouse, foi a base do Apple Lisa e, posteriormente, do Macintosh.

Steve Jobs (Foto: Robert Galbraith/Reuters)Steve Jobs, em uma das últimas aparições à frente
da Apple (Foto: Robert Galbraith/Reuters)
Com o "Mac", enfim, Jobs conseguiu colocar em prática a visão de que havia desenvolvido em parceria com o amigo e sócio Steve Wozniak, responsável pela criação das soluções técnicas que fizeram dos primeiros computadores da Apple máquinas que mudaram o cenário da computação "de garagem" que vinha se desenvolvendo nos Estados Unidos nos anos 70. Agora, 8 anos após a fundação da empresa, Jobs e "Woz" apresentavam um computador que não era feito para "o restante de nós".
"Algumas pessoas acreditam que precisamos colocar um IBM PC sobre cada escrivaninha para melhorarmos a produtividade. Não vai funcionar. As palavras mágicas especiais que você precisa aprender são coisas como 'barra Q-Z'. O manual para o WordStar, processador de texto mais popular, tem 400 páginas. Para escrever um livro, você precisa ler um livro - e um que parece um mistério complexo para a maioria das pessoas", afirmou Jobs em entrevista publicada pela Playboy americana de fevereiro de 1985.
Na frase, Jobs demostra que queria enfrentar a IBM, gigante nascida no início do século e que, depois de dominar o mercado de servidores corporativos, queria tomar também o setor de computadores pessoais. Para ele, as máquinas da IBM eram feitas "por engenheiros e para engenheiros", e havia a necessidade de criar algo para o "restante", ou, como diria a famosa campanha "Pense diferente" da Apple de 1997, um computador para "os loucos, os desajustados, os rebeldes (..), as peças redondas encaixadas em buracos quadrados".
Saída da própria empresaMas o sucesso do Mac - que viria posteriormente a impulsionar a adoção de ambientes gráficos até mesmo entre os computadores da IBM (com o Windows, criado pela Microsoft) - não evitou que Jobs acabasse demitido de sua própria companhia. As disputas internas entre equipes que queriam investir no mercado corporativo e as que apostavam apenas no consumidor fizeram com que John Sculley, vindo da Pepsi à convite do próprio Jobs, convencesse o conselho de administração de que era hora da empresa se livrar de seu fundador.
Durante a década em que esteve fora, Jobs fez dois investimentos que acabaram, de maneiras diferentes, alavancando o mito em torno de seu "toque de midas". No primeiro, pagou US$ 10 milhões pela problemática divisão de computação gráfica da LucasFilm, empresa de George Lucas responsável por franquias do cinema como Star Wars e Indiana Jones. A nova empresa foi batizada de Pixar, e após emplacar sucessos como “Toy story”, “Vida de inseto”, “Monstros S.A.” e “Procurando Nemo”, acabou sendo adquirida pela Disney por US$ 7,4 bilhões em 2006. No processo, Jobs se transformou no maior acionista individual da companhia de Mickey Mouse.
O outro investimento foi a semente não apenas do retorno de Jobs à Apple, mas teve relação direta com o surgimento da World Wide Web, invenção que impulsionou o crescimento da internet no mundo. Com a NeXT, Jobs desenvolveu computadores poderosos indicados para o uso educacional e desenvolvimento de programas. Um terminal NeXT foi usado por Tim Berners-Lee como o primeiro servidor de web do mundo, em 1991. Em dezembro de 2006, a Apple adquiriu a NeXT, manobra que serviu para incorporar tecnologias ao grupo e trazer Jobs de volta para o comando da companhia.

Steve Jobs (Foto: Kimberly White/Reuters)Steve Jobs com seu sucessor no comando da
Apple, Tim Cook (Foto: Kimberly White/Reuters)
O retorno de Jobs marca o início de uma era de crescimento para a Apple incomum na história do capitalismo americano. A sequência de sucessos - alguns atrelados a mudanças no paradigma de mercados importantes - inclui o MacBook, o tocador digital iPod, a loja virtual iTunes, o iPhone e o iPad. A maioria destes produtos veio de ideias impostas pelo próprio Jobs. À revista “Fortune”, em 2008, Jobs falou sobre sua tão aclamada criatividade - "sempre aliada ao trabalho duro", como ele mesmo enfatizou. "Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido."
Nesta segunda passagem, Jobs reforçou ainda o legado de um empresário ímpar, que impunha uma visão holística na criação, desenvolvimento e venda de seus produtos, Do primeiro parafuso ao plástico que embalaria a caixa de cada aparelho, passando por custo, publicidade, estratégia de vendas.
Sigilo na vida pessoal
A mesma discrição que Jobs impunha na vida profissional - os lançamentos da Apple sempre foram tratados como segredo, aumentando a gerar um movimento de especulação que acabava servindo como publicidade gratuita - foi adotada em sua vida pessoal. Por isso, a luta do executivo contra o câncer no pâncreas foi tratada com muito sigilo, dando margem a uma infinidade de boatos.

Em 2004, Jobs fez tratamento após descobrir um tipo raro da doença. Durante o ano de 2008, Jobs foi aparecendo cada vez mais magro e os boatos aumentaram, até que ele anunciou em janeiro de 2009 seu afastamento da diretoria da empresa para cuidar da saúde. No início de 2011, novo afastamento, até que, em agosto, Jobs deixou de vez o comando da Apple. "Eu sempre afirmei que se chegasse o dia em que eu não fosse mais capaz de cumprir minhas obrigações e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a informá-los disso. Infelizmente, este dia chegou", afirmou, em comunicado.

Steve Jobs apresenta o iPhone 4, em junho de 2010 (Foto: Robert Galbraith/Reuters)Steve Jobs apresenta o iPhone 4, em junho de
2010 (Foto: Robert Galbraith/Reuters)
A vida reservada fez, por exemplo, que Jobs não tivesse contato direto com sua família biológica. Nascido em 24 de fevereiro de 1995 em San Francisco, filho dos então estudantes universitários Abdulfattah John Jandali, imigrante sírio e seguidor do islamismo, e Joanne Simpson, foi entregue à adoção quando sua mãe viajou de Wisconsin até a Califórnia para dar à luz.
Segundo o pai biológico, os sogros não aprovavam que sua filha se casasse com um imigrante muçulmano. Lá, ele foi adotado por Justin e Clara Jobs, que moravam em Mountain View. Seus pais biológicos depois se casaram e tiveram uma filha, a escritora Mona Simpson, que só descobriu a existência do irmão depois de adulta.
Do pai adotivo, herdou a paixão de montar e desmontar objetos. Assim como Paul, Steve não chegou a ser um especialista em eletrônicos, mas ao aprender os conceitos básicos conseguiu se aproximar das pessoas certas no lugar certo. Vivendo no Vale do Silício, conheceu Steve Wozniak, gênio criador do primeiro computador da Apple. Trabalhou na Atari até decidir criar, com Woz, sua própria empresa.
Em mais uma conexão com a contracultura, Jobs teria tido um relacionamento de curta duração com a cantora folk Joan Baez, ex-namorada do ícone da música Bob Dylan, talvez o maior ídolo do empresário.
Casado com Laurene Powell desde 1991, Jobs deixa quatro filhos: Reed Paul, Erin Sienna, e Eve, nascidos de seu relacionamento com Laurene, e Lisa Brennan-Jobs, de um relacionamento anterior com a pintora Chrisann Brennan.